Professores e policiais civis realizam protesto durante visita da governadora a Mossoró

Publicado em: O Mossoroense / Sábado, 21 de Maio de 2011 às 00:00 / Por: Redação

Insatisfeitos com o andamento das negociações com o governo do Estado, os professores da rede estadual de ensino e representantes da Polícia Civil organizaram um protesto com o objetivo de dialogarem diretamente com a governadora Rosalba Ciarlini. O protesto, que inicialmente seria realizado no centro da cidade, aconteceu durante as comemorações do aniversário de 25 anos do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Os servidores tiveram que aguardar por mais de duas horas pela chefe do Executivo estadual, já que a chegada de Rosalba ao hospital, prevista para as 16h30, e ocorreu somente às 18h45. Enaltecidos, os grevistas foram em direção à governadora com gritos de protesto.

"Trabalhador na rua, Rosalba a culpa é sua", era o principal hino entoado pelos servidores, que tiveram suas expectativas de diálogo com ela frustradas, após entrar imediatamente no Hospital, cercada por um forte de esquema de segurança. "Essa atitude da governadora só mostra que ela não tem consideração pela categoria. Até agora ela não demonstrou nenhum interesse na negociação", diz a professora Edna Marques. A afirmação de Edna não difere da fala dos demais professores que estiveram presentes à mobilização.

Para a educadora Edila Costa, a governadora se mostra intransigente. "Ninguém aguenta mais essa situação. Se pelo menos ela sentasse e conversasse diretamente com a categoria, propondo até um reajuste salarial a longo prazo, mas nem isso ela faz", desabafa. Cansados de esperar, os professores encerraram o protesto pouco tempo após a chegada de Rosalba ao Tarcísio Maia.
Representantes da Uern, com indicativo de greve para o dia 31 deste mês, também participaram do protesto. Além dos professores, a Polícia Civil, que decretou greve na última segunda-feira (16), também espera um posicionamento mais objetivo da governadora.

"A gente torce para que o governo se sensibilize, pois até agora ele tem se mostrado ditatorial, e quem mais paga com essa situação é a população carente, que está sem acesso à educação, à segurança etc... A greve é um movimento justo, um direito que nós temos", explica Erivan Fernandes, diretor de Comunicação do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (Sinpol/RN).

Fonte: SINTE/RN

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